A Apple confirmou que o macOS 27 será a última versão do sistema compatível com o Rosetta, camada de tradução criada para permitir a execução de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel em Macs equipados com chips Apple Silicon. A mudança encerra uma etapa importante da transição iniciada pela empresa em 2020, quando os computadores da marca começaram a adotar sua própria arquitetura de processadores.
O aviso foi publicado na área para desenvolvedores da Apple Developer em 1º de setembro de 2026. Segundo a companhia, a partir do macOS 27, programas feitos exclusivamente para Intel deixarão de funcionar em computadores Mac com chips da Apple. A principal exceção envolve jogos antigos e não mantidos que dependem de determinados frameworks Intel.
O que muda para os aplicativos no macOS
O Rosetta funciona como uma camada de tradução entre o código originalmente preparado para a arquitetura x86_64, associada aos processadores Intel, e a arquitetura dos chips Apple Silicon. Com esse recurso, usuários conseguiram continuar utilizando aplicações existentes durante o período de migração, mesmo quando os desenvolvedores ainda não haviam lançado versões nativas.
Com o fim do suporte, essa compatibilidade deixará de ser uma alternativa geral no macOS 27. Aplicativos que ainda dependerem exclusivamente da tradução poderão apresentar falhas ou simplesmente não abrir em Macs equipados com chips da Apple. A alteração afeta especialmente softwares de desktop, ferramentas de desenvolvimento, plugins, extensões e programas corporativos que mantêm componentes antigos.
A Apple informou que usuários do macOS 26.4 ou de versões posteriores poderão receber notificações ao abrir aplicativos que ainda dependem do Rosetta. O mecanismo deve funcionar como um alerta para que consumidores e organizações identifiquem programas que precisam ser atualizados antes da chegada da nova versão do sistema.
Desenvolvedores precisam preparar versões nativas
Para evitar interrupções, a Apple recomenda que os responsáveis pelos aplicativos ofereçam versões nativas para Apple Silicon. Outra possibilidade é distribuir o software como um binário universal, formato que reúne suporte para Macs Intel e para computadores equipados com chips da Apple no mesmo pacote.
Na prática, a preparação pode exigir a recompilação do aplicativo para a arquitetura arm64, além da revisão de bibliotecas de terceiros, instaladores, plugins e extensões. Também será necessário testar o comportamento do programa em diferentes modelos de Mac e versões do sistema operacional. Componentes que não acompanham a migração podem continuar impedindo a execução, mesmo quando o aplicativo principal já tiver sido atualizado.
Essa etapa é particularmente relevante para empresas que distribuem ferramentas internas ou dependem de sistemas legados. Antes de adotar o macOS 27, equipes de tecnologia deverão verificar se os programas essenciais possuem versões compatíveis com Apple Silicon. A avaliação também pode incluir aplicações usadas em fluxos de desenvolvimento, criação de conteúdo e administração de ambientes corporativos.
macOS 26 será a última versão com suporte a Intel
Em 9 de setembro de 2026, a Apple voltou a orientar desenvolvedores sobre a preparação e o envio de aplicativos para os sistemas mais recentes. Na publicação, a empresa reforçou que o macOS 26 é a última versão compatível com Macs Intel e com o Rosetta, estabelecendo um prazo final para a adaptação de programas ainda baseados na arquitetura anterior.
A abertura das submissões também indica que a companhia espera que novos aplicativos estejam prontos para a próxima fase da plataforma. O objetivo é reduzir a dependência da camada de tradução e ampliar a distribuição de softwares capazes de funcionar diretamente nos chips Apple Silicon, sem a conversão necessária para aplicações Intel.
O Canaltech informou que o macOS 27 será compatível apenas com Macs baseados em Apple Silicon ou no chip A18 Pro. Para os usuários, isso significa que a transição envolve tanto a compatibilidade do computador quanto a atualização dos aplicativos utilizados no dia a dia.
Quem pode ser afetado pelo fim do Rosetta
Usuários de programas atualizados recentemente tendem a depender menos do Rosetta, especialmente quando os desenvolvedores já oferecem versões universais ou nativas. O risco maior está concentrado em aplicativos antigos, ferramentas sem manutenção, extensões específicas e soluções corporativas que não receberam adaptações para a arquitetura mais recente.
O encerramento também pode afetar fluxos de trabalho que utilizam múltiplas dependências. Um aplicativo principal pode estar preparado para Apple Silicon, mas continuar dependendo de um plugin ou componente compilado apenas para Intel. Por isso, a verificação precisa considerar todo o conjunto instalado, e não apenas o programa que aparece na tela do usuário.
Com o macOS 27, a Apple conclui a retirada gradual do suporte de compatibilidade que ajudou a viabilizar a mudança dos processadores Intel para seus próprios chips. Para desenvolvedores, o momento exige revisão técnica, recompilação e testes. Para empresas e consumidores, a recomendação é mapear os softwares indispensáveis e confirmar a compatibilidade antes de atualizar os computadores para a nova versão do sistema.