No contexto do diagnóstico tributário, Victor Boris Santos Maciel analisa como encontrar eficiência fiscal com segurança e controle de riscos.

Diagnóstico Tributário: Como encontrar eficiência fiscal sem aumentar exposição?

Diego Velázquez
By Diego Velázquez
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O especialista em planejamento tributário e estratégia empresarial, Victor Boris Santos Maciel, apresenta que reduzir a carga tributária não é um objetivo em si quando ele aumenta o risco e fragiliza a empresa. O que sustenta resultados consistentes é a capacidade de identificar oportunidades reais, eliminar distorções e estruturar controles que protegem o negócio no longo prazo. 

Neste artigo, o diagnóstico tributário é apresentado como método de priorização, governança e tomada de decisão, integrando conformidade, performance financeira e gestão de riscos de forma prática.

O que um diagnóstico tributário sério precisa medir?

Um diagnóstico tributário consistente precisa medir muito mais do que alíquotas e enquadramentos. Ele começa pela compreensão do modelo de negócio e da cadeia de valor, mapeando operações, contratos, precificação e fluxos de faturamento. A partir daí, avalia incidências, bases de cálculo, créditos possíveis, regimes aplicáveis e obrigações acessórias, sempre com rastreabilidade e evidência. O objetivo é reduzir incerteza, não criar teses frágeis.

Ao abordar diagnóstico tributário, Victor Boris Santos Maciel apresenta caminhos para otimizar a carga fiscal sem ampliar a exposição da empresa.
Ao abordar diagnóstico tributário, Victor Boris Santos Maciel apresenta caminhos para otimizar a carga fiscal sem ampliar a exposição da empresa.

Além do mapa técnico, um diagnóstico sério mede impactos financeiros e operacionais, explica Victor Boris Santos Maciel. Ele identifica onde há perda de margem por distorções tributárias, onde a empresa está pagando por classificação incorreta e onde existe risco de autuação por inconsistências documentais. A credibilidade do diagnóstico está em transformar complexidade em decisões claras, com impacto estimado, risco associado e plano de ação executável.

Como mapear riscos e oportunidades por materialidade?

A diferença entre um diagnóstico útil e um relatório decorativo está na priorização por materialidade. Em vez de listar dezenas de possibilidades, a análise deve classificar oportunidades e riscos pelo efeito no caixa, na margem e na exposição fiscal.  Victor Boris Santos Maciel destaca que isso exige critérios objetivos, como volume transacionado, recorrência da operação, histórico de questionamento e nível de evidência documental. O que é pequeno, incerto ou difícil de sustentar precisa ficar em segundo plano.

Mapear por materialidade também evita um erro comum: atacar o problema onde é mais fácil, e não onde é mais relevante. O trabalho técnico precisa ser acompanhado de visão estratégica, definindo um backlog de ações com prazos, responsáveis e ganhos esperados. Assim, a empresa sai do modo reativo e passa a evoluir com método, sem comprometer sua segurança fiscal e empresarial.

Como compliance tributário protege margem e reputação?

O compliance tributário não é apenas cumprir obrigação, é proteger margem, caixa e reputação em um ambiente de fiscalização cada vez mais orientado a dados. Uma empresa com compliance frágil perde tempo com retrabalho, convive com contingências e toma decisões comerciais sem clareza sobre risco. Ao estruturar rotinas de validação, controles internos e governança de informações fiscais, o negócio ganha previsibilidade e reduz perdas invisíveis, ressalta Victor Boris Santos Maciel.

Na prática, compliance protege a margem porque evita custos indiretos de falhas, como multas, juros, bloqueios operacionais e desgaste com clientes e fornecedores. A sofisticação está na discrição e na consistência: controles simples, bem executados e acompanhados por indicadores. O resultado é uma empresa mais robusta, capaz de crescer com menor exposição e com decisões sustentadas por evidência.

Que indicadores comprovam o resultado em 90 dias?

Resultados em 90 dias não significam transformação total, mas comprovação de direção correta. Indicadores de curto prazo devem capturar ganhos práticos e redução de risco, como: queda de inconsistências em documentos fiscais, redução de retrabalho, aumento de aproveitamento de créditos legítimos, diminuição de contingências identificadas e melhoria na previsibilidade do fechamento fiscal. Também é relevante medir o tempo de ciclo de apuração e a qualidade do cadastro, porque esses elementos sustentam eficiência.

Tal como resume Victor Boris Santos Maciel, os melhores indicadores são os que conectam técnica a gestão: impacto em caixa, melhoria de margem e redução de exposição com evidência. Quando a empresa mede o que importa e acompanha execução com cadência, o diagnóstico deixa de ser evento e vira sistema. É assim que a eficiência tributária se torna parte do fortalecimento empresarial, e não uma iniciativa pontual.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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