A tecnologia tem sido uma aliada indispensável no avanço da medicina, e no Brasil, isso não poderia ser diferente quando se fala sobre a política oncológica. Em um cenário onde o câncer é a segunda causa de morte no país, a importância da tecnologia para a política oncológica no Brasil nunca foi tão evidente. Recentemente, a Comissão Especial sobre o Combate ao Câncer, da Câmara dos Deputados, discutiu como a inovação tecnológica pode transformar o tratamento e a prevenção dessa doença que afeta milhares de brasileiros todos os anos. Durante uma audiência pública, os parlamentares debateram soluções para a implementação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS), visando a melhoria do atendimento e, principalmente, a ampliação das chances de cura.
A política oncológica no Brasil enfrenta desafios significativos, entre eles a escassez de tecnologias de ponta no SUS. O deputado Weliton Prado, presidente da Comissão, destacou que o país está 20 anos atrasado em relação ao uso de novas tecnologias no tratamento do câncer. A falta de políticas públicas eficazes que integrem inovações como a cirurgia robótica, por exemplo, é uma das maiores dificuldades para o avanço no tratamento. Apesar disso, a comissão tem trabalhado para reverter essa realidade, defendendo a inclusão dessas tecnologias no Sistema Único de Saúde, uma medida que pode mudar a vida de milhares de pacientes.
O câncer, quando diagnosticado em estágio inicial, tem maiores chances de cura. O diagnóstico precoce é, portanto, um dos maiores aliados na luta contra a doença. A Comissão, ao abordar a importância da tecnologia para a política oncológica no Brasil, ressaltou que o uso de ferramentas como exames mais precisos e tratamentos inovadores pode transformar o panorama atual. Para os pacientes diagnosticados em estágios mais avançados, o uso de terapias e tratamentos de última geração, como a radioterapia de precisão, também é essencial para aumentar as chances de sobrevida.
Outro ponto levantado durante o debate foi a necessidade de um maior investimento em pesquisas científicas e desenvolvimento tecnológico. O Brasil tem um vasto potencial para ser um líder na inovação no campo oncológico, mas para isso, é crucial garantir que mais recursos sejam direcionados para a pesquisa e desenvolvimento de novas terapias. A integração da tecnologia à política oncológica no Brasil não se limita apenas à adoção de novos tratamentos, mas também à criação de uma infraestrutura adequada para realizar essas inovações de maneira acessível a toda a população.
A Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, sancionada em 2023, foi uma conquista significativa para o país. A lei, que entrou em vigor no meio do ano passado, estabelece diretrizes claras para o combate ao câncer, incluindo ações de prevenção, diagnóstico precoce, e a incorporação de novas terapias. No entanto, como destacou Weliton Prado, a regulamentação da política ainda precisa de ajustes para garantir que a tecnologia realmente se materialize em benefícios diretos para os pacientes. A implementação eficaz dessa legislação é essencial para garantir que a tecnologia seja acessível a todos, independentemente da localização geográfica.
Além de garantir o acesso às novas terapias, a tecnologia também desempenha um papel crucial na educação e conscientização da população. A disseminação de informações sobre prevenção e diagnóstico precoce, utilizando plataformas digitais e redes sociais, pode contribuir significativamente para a redução das taxas de mortalidade. A Comissão tem defendido, portanto, que o investimento em tecnologias de informação e comunicação seja uma prioridade para fortalecer a política oncológica no Brasil.
Um dos maiores desafios para a política oncológica no Brasil é garantir que todas as regiões do país, especialmente as mais remotas, tenham acesso igualitário às tecnologias disponíveis. Em muitos estados, o acesso a tratamentos de ponta ainda é limitado, o que resulta em disparidades no diagnóstico e tratamento do câncer. O governo federal e os gestores de saúde pública precisam trabalhar para eliminar essas desigualdades, garantindo que as tecnologias de tratamento e prevenção cheguem a todos os cidadãos, independentemente de sua localização.
Em resumo, a tecnologia é, sem dúvida, um pilar fundamental para a política oncológica no Brasil. A adoção de novas tecnologias e a melhoria no acesso a tratamentos inovadores podem transformar a luta contra o câncer no país. A implementação dessas inovações é um passo crucial para garantir que mais brasileiros tenham acesso a tratamentos eficazes e, consequentemente, a uma maior chance de cura. A política oncológica brasileira, com o apoio da tecnologia, tem o potencial de salvar milhares de vidas e oferecer um futuro mais promissor para aqueles que enfrentam a doença.
Autor: Yulia Sergeeva
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital